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Participação no Jubileu da Diocese de Januária

Publicado em 31 de agosto de 2026

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Participação no Jubileu da Diocese de Januária

Irmã Sabrinha partilha conosco a respeito da significativa experiência que ela, Irmã Zamita e a Postulante Nadla vivenciaram na missão vocacional na Diocese de Januária. A atividade ocorre dentro do contexto do Ano Jubilar da Diocese.

Nos dias 16 a 22 de agosto, nós tivemos a graça de viver uma experiência de uma semana missionária na Diocese de Januária, Diocese de Dom Dorival, que está celebrando seus 70 anos de jubileu. Neste mês das vocações, a Vida Religiosa Feminina foi convidada para fazer missão em suas várias paróquias. Nós, Discípulas de Jesus Eucarístico, fomos enviadas para a Paróquia de Riacho da Cruz, em Januária, Minas Gerais, na Igreja Nossa Senhora Rainha da Paz, do Padre Ricardo.

A paróquia possui 21 comunidades, muitas delas de difícil acesso. É a única paróquia da Diocese que tem toda a sua realidade rural. Nós não conseguimos visitar todas as comunidades, mas somente as mais próximas. Porém já foi o suficiente para perceber a realidade de um povo sofrido. Uma semana é muito pouco para dizer que conhecemos toda a realidade de uma paróquia, porque uma paróquia tão grande tem muitas pessoas, muitas histórias e muitas realidades. Mas, através das pessoas que tivemos a graça de encontrar, conseguimos perceber algo muito bonito.

Encontramos um povo simples, de coração acolhedor. Um povo que, mesmo com suas dores e sofrimentos, escolhe a alegria. Pessoas que sabem se contentar com o pouco e que encontram motivos para agradecer. E percebemos como, dessa simplicidade, nasce também uma grande sabedoria. Encontramos pessoas que verdadeiramente nos fizeram sentir em casa. É uma paróquia grande e com muitas dificuldades, mas habitada por um povo de luta, de força e de fé. E, começando pelo Padre Ricardo, essa percepção se estendeu a tantas pessoas que tivemos a possibilidade de conhecer e de nos aproximar.

Uma das coisas que acredito que cada uma de nós vai levar no coração é justamente essa fé simples do povo. Um povo que reza, que confia, que espera em Deus. Um povo que também reza pela Igreja, pelas suas necessidades e pelas necessidades do mundo. Uma fé que talvez seja simples aos nossos olhos, mas que carrega uma grande sabedoria.

Nas visitas que fizemos às escolas e às famílias, também percebemos ainda mais como é necessário levar a Boa-Nova. Percebemos que muitas pessoas precisam simplesmente que alguém vá ao encontro delas. E fomos entendendo que aquilo que, para nós, pode parecer um gesto simples e pequeno, para o outro pode ser uma graça muito grande.

Às vezes pensamos que precisamos fazer coisas grandes para transformar a vida de alguém, mas essa missão nos mostrou também a força de simplesmente sair de nós mesmas e ir ao encontro do outro.
Foi uma semana de encontros e de escuta, principalmente das pessoas mais fragilizadas, em todos os sentidos. Escutamos seus clamores, seus problemas e suas dificuldades. E, para nós, isso foi uma grande lição de vida, que nos enriqueceu e também enriqueceu a nossa própria missão.

E uma coisa que nos marcou foi encontrar tantas pessoas que sofrem e, mesmo assim, continuam tendo alegria e fé em Deus. Essa fé simples, essa confiança e essa capacidade de continuar esperando em Deus realmente nos conquistaram. Também foi uma grande alegria vivenciar os momentos de fraternidade, perceber a união do povo e a alegria deles em nos receber e estar conosco. A acolhida das pessoas mais simples, o carinho com cada uma de nós, desde o café da manhã, o almoço e em todos os momentos, nos fizeram sentir verdadeiramente em casa. Parecia que já nos conhecíamos há muito tempo.

E acredito que uma das maiores experiências dessa missão foi perceber que nós fomos para levar, mas acabamos recebendo muito mais do que doamos. Fomos com o desejo de semear a Palavra e a Boa-Nova do Evangelho, mas também fomos renovadas pela fé, pela alegria, pela simplicidade e pelo testemunho das pessoas que encontramos.

Também não podemos deixar de mencionar o Padre Ricardo. Mesmo com tanto trabalho e com todas as dificuldades, sempre o encontramos alegre e disponível para atender às comunidades rurais, sempre buscando estar próximo do seu povo. Isso também foi para nós um grande testemunho.

No final da missão, tivemos uma despedida muito calorosa, com a partilha de cada um. Foi muito gratificante e certamente é algo que vamos levar no coração.

Agradecemos à nossa Congregação por ter nos sustentado durante todo esse tempo com suas orações. Agradecemos também pela oportunidade de fazer essa experiência de missão aqui em Riacho da Cruz. Foi uma semana de muitos encontros, de escuta, de acolhida e de aprendizado.

Voltamos dessa missão com um desejo ainda maior de nos doar ao Reino de Deus, para que a Boa-Nova seja propagada. Um desejo de rezar de verdade pelo mundo, pelas necessidades da Igreja e pelas necessidades de Cristo.
Queremos levar este povo em nosso coração e em nossas orações, especialmente este povo que sofre, que enfrenta tantas dificuldades e que, mesmo assim, continua confiando em Deus.

Essa experiência nos ajuda a viver melhor, a valorizar mais aquilo que temos e, sobretudo, a sermos mais gratas sempre.
E, para nós, essa experiência também renovou as forças e nos encorajou a dizer “sim” a cada dia, reafirmando o nosso compromisso de sermos Discípulas e de vivermos com fidelidade o nosso carisma: ser Eucaristia no mundo.

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