Quaresma: tempo da graça e da intimidade
É este o período quaresmal, o tempo litúrgico que nos convida a fazer um caminho de conversão, que ao mesmo tempo, nos provoca e nos leva a acertar os nossos passos em direção a Deus. Este tempo, nos permite entrar em nós mesmos, perceber nossas limitações e resgatar aquelas virtudes que engrandecem nosso ser. O tempo da quaresma nos é oferecido como Dom e como graça, onde nos é possível fazer a experiência de um profundo encontro com Deus, e descobri-lo como a fonte viva do Amor Maior. A quaresma nos quer lançar numa caminhada ardente, de busca e proximidade, rumo a uma intimidade sempre mais fértil junto ao Senhor. Somos convocados neste tempo, a reconhecer o Cristo que dá a vida por nós, a acolher a dádiva do seu amor, e a encontrar Nele a razão de nossa fé e de nossas esperanças.
Diante de toda esta proposta, precisamos nos deixar envolver pelo mistério de nossa salvação, e preparar com alegria o nosso coração para receber a vida nova que o Senhor nos oferece em sua Páscoa. Este tempo nos enriquece e nos permite dar uma nova chance a nós mesmos, pois o próprio Deus nos abraça em sua misericórdia, nos doando a si mesmo como Dom supremo da bondade Divina. Somos motivados a fazer deste período, um tempo de graça e de intimidade e a abrir espaço em nós para que a redenção do Cristo nos alcance. Portanto, precisamos nos colocar a caminho, com o desejo de realmente converter os nossos corações, através de uma adesão firme e coerente ao Cristo que se entrega na cruz pela nossa salvação. E ao nos lançar nesta busca, precisamos estar cientes de que também nós, devemos abraçar a nossa cruz e estarmos dispostos a perder a nossa vida a cada dia, por amor a Deus e ao seu Reino.
A intimidade com Deus deve sempre nos levar a sair de nós mesmos e nos proporcionar viver na prática a sua proposta de vida. Pois o encontro com Deus, só pode gerar em nós mais amor, e somente com a sua graça podemos transformar as nossas vidas em uma oferta agradável a Ele. Ir. Viviane Aparecida de Souza Discípula de Jesus Eucarístico
No decorrer da vida, os nossos dias vão passando muito depressa e o nosso tempo parece ficar cada vez mais curto. Corremos de um lado para o outro para resolver problemas e situações, e nem sempre conseguimos perceber e acolher a presença de Deus em nossa história. Em meio às agitações de nosso cotidiano, onde nossa alma parece sempre aflita e ofegante, a liturgia da Igreja nos propõe um tempo de parada, onde nos é dada a possibilidade de aquietar o nosso coração e nos voltar para a graça que nos envolve. Diante dos confrontos e conflitos de nossa vida, bem como da ansiedade que nos “assola”, somos chamados como povo de Deus a passar quarenta dias no deserto.