Eis que vem o Rei do Universo! Feliz quem está pronto para ir-lhe ao encontro”!
“ Eis que uma Virgem conceberá e dará à luz um filho e o seu nome será Emanuel, Deus Conosco... e seu Reino não terá fim... ” (Is 7,14). A esperança contempla ao longe a paz que Deus está preparando para o seu povo. Isaías deseja a salvação, a paz para Israel e Deus mostra a Isaías, no silêncio dos seus longos contatos com o Espírito, a Era Messiânica, vinda do Emanuel que virá da raiz de Jessé. “ O povo que andava nas trevas viu uma grande luz, aos que habitavam na região da sombra da morte brilhou a aurora de um novo dia... ” (Is 9,1ss). O Natal volta cada ano com a sua atmosfera de ternura e de paz, para reavivar e alegrar as nossas esperanças e nos convida a seguir a luz da estrela que leva até o Emanuel, ao Deus Conosco, que para chegar até nós escolheu o caminho da humilhação e da sombra para que a nossa pobreza envolta nas trevas recebesse a riqueza da nova luz, a possibilidade de nos aproximar sem medo à sua grandeza, tocá-Lo e – olhos nos olhos – descobrir o anúncio de uma vida nova, a esperança de um novo relacionamento com o Senhor da vida, o nosso Criador e Senhor.
Ir. Maria Clara Sacquegno Discípulas de Jesus Eucarístico
Que Deus permita que o retorno das luzes natalinas, que voltaram a brilhar no tempo do advento e até antes dele, reacendam neste ano e nos anos vindouros, no espírito de todos os filhos amados por Deus e também no nosso, a esperança e a vontade de ver amanhecer o novo dia, que não somente nos faça partícipes do clima do Natal, mas nos abra e disponha a receber e viver os efeitos e os frutos da vinda do Filho de Deus entre nós e por nós. Que as luzes conduzam a humanidade, toda aquela porção dela que depois de dois mil anos ainda não viu despontar a Grande Luz, e ela perceba que o novo dia já despontou, que o Messias já veio ao nosso encontro para nos trazer a alegria de viver de verdade o Natal e que as luzes nos ajudem a lembrar tudo isso e nos levem lá onde se renova o verdadeiro Natal: o Natal de Jesus. A todos um feliz renascer com Cristo e em Cristo. Feliz Natal!
Diante da manjedoura, de fato, o nosso coração se derrete em ternura contemplando o Deus infante que, em silêncio transmite a mensagem a séculos esperada e se deixa conquistar abrindo-se à esperança. Nos nossos dias é raro que as luzes que enfeitam o Natal levem até o Menino Jesus, até o encontro com Deus, finalidade principal da comemoração festiva. Muitos outros caminhos são apontados por elas, caminhos que levam longe da Verdadeira Luz que ilumina este mundo. Por isso a humanidade anda ainda nas trevas que obscurecem a razão e o pensamento, afogando figuras e sugestões modernas do Natal o desejo de alcançar a felicidade na Verdade, na luz de um novo dia: dia de Amor e de paz, dia que não vem das inúmeras atrativas do mundo, mas da consciência de ser demasiadamente amados por Deus. A felicidade freneticamente buscada desaparece com o passar rápido dos dias das festas e das alegrias, às vezes desenfreadas, que nunca conseguiram doar a paz ao espírito do ser humano, inquieto no seu andar pelo mundo até encontrar a verdadeira paz no encontro com Deus. Santo Agostinho, de fato, confirma que o seu coração vagabundou inquieto até encontrar o Amor desconhecido e sempre almejado, único que soube apaziguar o seu anseio de infinito; assim, o homem é inquieto hoje, apesar de todos os seus obtidos ou conquistados bens e das grandes ilusões que se dissolvem como neblina ao sol.
Colocando-se ao nosso nível, o Amor Eterno nos deu a possibilidade de contemplar e tocar o Infinito, sentindo próxima, segundo as nossas limitadas possibilidades, a realidade do Eterno que se auto-limita no tempo, a Majestade Soberana do Senhor que se oferece na fragilidade de uma criança, para suscitar com a sua ternura, na veste de um recém-nascido, o carinho dos corações endurecidos que deseja conquistar para o Reino. Os pastores, os mais simples, chegaram e ainda chegam mais facilmente a Ele, com espírito livre e aberto para receber a Boa Nova, o anúncio da paz, a promessa de uma grande luz e corresponder com profunda gratidão às manifestações e provas concretas do Amor do Absoluto para com a humanidade que Dele anda longe e esquecida.