O tempo
Ir. Rosane cordeiro Fiuza Discípula de Jesus Eucarístico
O tempo? O tempo é gêmeo do ontem e do amanhã, na verdade para o tempo não há tempo: ele é. Então porque não temos tempo? Porque corremos em busca do tempo, muitas vezes atropelando o próprio tempo? Não será porque não entendemos ainda que o tempo faz parte do mistério da nossa vida? Se acolhermos o tempo como sublimidade da graça de Deus em nossas vidas perceberemos que ele é o segundo atual da nossa existência. E o tempo? Ele não dá tempo pra quem diz que não tem tempo e se ficares à sua procura ele deixará de ser, pois ele não se esconde, ele é agora. Ele é o respiro desse momento ele é atual. Não o procure; apenas viva-o. O tempo é eterno e passageiro É a infância e a velhice É a luz e a escuridão É o já e o ainda não!
O tempo é o começo e o fim É o sorriso e a lágrima É encanto e desencanto É consolo e pranto. O tempo é a esperança e o desespero É o encontro e desencontro É o amar e sentir raiva É ser livre e ser escrava. O tempo é a vida e a morte É a paz e a guerra É a solidão e a paixão É o coração e a razão. Como explicar que coisa é o tempo? Como entendê-lo? Como vivê-lo? Talvez ele seja simplesmente a união dos opostos ou a parceria dos sinônimos, mas o tempo! O tempo é o segundo, é hoje é agora! O tempo são as horas, os minutos das horas e os segundos dos minutos. O tempo é o nascer e o envelhecer É a criança e o adulto É o mestre e o aluno É a bondade e o ciúme. O tempo é perene e passageiro É a terra e a semente É a lua e o sol É o anoitecer e o arrebol Mas a pergunta ainda esta no ar: o que é o tempo? Talvez ele seja apenas uma sinfonia composta pelo vento e ao tentar cantá-la estamos sujeitos aos desafinos. Ele pode ser simplesmente o balançar da copa das árvores, o cantar dos pássaros, ele é presente, é hoje, é agora. O tempo é o brilho e o olhar É a saúde e a doença É o doce e o amargo É o cuidar e ser cuidado O tempo é a paquera e a conquista É a água e a sede É o jardim e o deserto É estar longe e estar perto O tempo é o ignorante e o sábio É a pobreza e a riqueza é o vazio e o cheio É o conhecido e o alheio